Eu queria falar neste post sobre a poesia musicada “habitar os sonetos de Shakespeare” cantada por um personagem enigmático e curioso no último episódio da série Som&Fúria que aliás, recomendo para todos, confesso que a Globo tem me surpreendido nos últimos dois anos em relações as séries,e olha que eu consigo ser bem crítica e a opinião da maioria não é a minha, como um grande amigo meu vive dizendo: - Paula, você é a exceção da regra.
Isso tudo porque eu odeio Crepúsculo e afins, Harry Potter (esse eu até respeito) e Evanescense.
A verdade é, eu vomito tudo aquilo que perde a verdadeira originalidade sendo corrompido por uma febre de fanáticos alienados, mas sobre isso podemos discutir em um outro post qualquer, hoje eu quero falar sobre a série Aline e o pequeno monólogo da personagem no início do segundo episódio sobre: As cores de São Paulo.
"Qual é a cor de São Paulo?
São Paulo é tudo, menos cinza. É vermelha quando o trânsito pára, verde quando no meio da correria dar tempo de respirar, amarela pra namorar no pôr-do-sol, azul neon pra matar a fome no meio da noite.
Tem todas as cores do mundo quando a gente precisa, um álbum enorme de fotografias malucas, bonitas, melancólicas, mal acabas e muitas vezes tiradas com pressa justamente pro mistério da cidade continuar.
Mas eu gosto mesmo é de São Paulo preto e branco, chique, desafiadora, um clássico... Assim como eu".
(Aline).
No final deste ano eu tinha programado com umas amigas uma viagem pra São Paulo alucinante com direito amanhecer pelas baladas e tudo mais, fazer tudo o que não tenho a oportunidade de fazer por aqui e conhecer todos os lugares (como o bairro da Liberdade) que desejo muito visitar. Depois de tudo isso eu estaria livre para me estressar quando São Paulo resolvesse ficar vermelha, sentir um alívio e respirar bem fundo quando de repente ela ficasse verde, servir de castiçal e segurar muitas velas quando ela estivesse amarela já que o meu namorado estaria longe de mim e, cometeria o pecado da gula quando ela estivesse azul neon me empanturrando de guloseimas.
Infelizmente a oportunidade da viagem ficará para o próximo ano, neste estarei no Rio de Janeiro, ao invés da Cidade das Cores a Cidade Maravilhosa.
Ano que vem desejo apenas ser um pequeno pincel na gigante aquarela de cores que é SP, e quando tiver feita minha passagem por lá quero confirmar quando a inusitada personagem Aline diz:
"O que eu mais gosto em São Paulo é que nada aqui é óbvio.
O cara de terno é surfista profissional. O mendigo é PHD. O taxista é poeta. O feirante é tenor, e o vizinho maluco é gente boa.
Se bem que aqui as coisas parecem em ordem justamente porque a cidade está toda misturada, mexida, reinventada o tempo todo.
Quase não tem espaço, mas a gente sempre encontra um jeitinho pra amar pra ser feliz".
(Aline).
Então fica a dica: Aline todas às quintas depois de A grande família.
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Nome: Paula Daniele Moraes Freitas
