Dezembro para alguns que estão terminando o 3° ano de ensino médio(comigo foi assim), terminando toda uma vida escolar e partindo para seguir um outro caminho com mais obstáculos, fez um ano que terminei meu ensino médio e ainda não me sinto recuperada da falta que a escola, os professores e principalmente os amigos de classe fazem, tudo fica muito estranho quando acaba. E você fica nas lembranças, o contado com os capanheiros de turma vai ficando cada vez menor e vc sente um vazio dentro de si e depois pensa que já passou, sendo que na verdade não é isso, e sim que o seu corpo, sua cabeça, sua mente está se acostumando com a nova vida que devemos seguir em frente, um caminho totalmente diferente daquele emq ue seguimos des de os 3 anos de idade. Lembro-me que chorei bastante, tinha medo e saudades, medo de não saber o que fazer ou escolher daquele momento em diante e saudades das pessoas as quais existiam um verdadeiro sentimento fraternal e que eu convivia de segunda à sábado durante ano após ano. Isso tudo é trsiste, se passou um ano e ainda guardo o pessoal da minha turma comigo e pude perceber o quanto ficamos dispersos. Fiquei pensando nisso quando vi hoje uma garota na rua com seu blusão todo assinado pelos colegas, e penso mais ainda o quanto este momento é mágico. Sem mais explicações.
Eu, como me encontro em um curso de LETRAS conheci um novo autor(tá ele nem é novo, só pra mim que o conheci hoje) se chama Edgar Alan Poe, o professor de introdução aos estudos literários nos enviou por e-mail um conto deste para lermos e fazermos um trabalho em cima dele, o conto se chama: O gato preto, li hoje e achei a história horrenda, mas isso não quer dizer que o conto nãos eja bom e bem escrito, esse é só meu jeito crítico de percepção. Então o professor passou um trabalho todo em cima deste autor, pediu para estuarmos sua vida, suas obras, seu estilo de escrever, suas influências,etc. Me encontrei estudando sobre ele e... perdi até as palavras, serve um poema que com certeza fala bem mais que minhas singelas palavras.
Não fui, na infância, como os outros
e nunca vi como outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar de fonte igual à deles;
e era outra a origem da tristeza,
e era outro o canto, que acordava
o coração para a alegria.
Tudo o que amei, amei sozinho.
Assim, na minha infância, na alba
da tormentosa vida, ergueu-se,
no bem, no mal, de cada abismo,
a encadear-me, o meu mistério.
Veio dos rios, veio da fonte,
da rubra escarpa da montanha,
do sol, que todo me envolvia
em outonais clarões dourados;
e dos relâmpagos vermelhos
que o céu inteiro incendiavam;
e do trovão, da tempestade,
daquela nuvem que se alterava,
só, no amplo azul do céu puríssimo,
como um demônio, ante meus olhos.
( Só - Edgar Poe )
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Nome: Paula Daniele Moraes Freitas
