" Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
-Em que espelho ficou perdida a minha face?"
[ Retrato - Cecília Meireles ]
Boa noite, RETRATO é um daqueles poemas em que lemos e passamos horas em busca de um significado. Vocês que leram, estão em busca de algum?
Vamos ver se nossas idéias são compatíveis ou se ao menos vou dizer algo que faça algum sentido.
O personagem envelhecera quando diz não ter mais o rosto de antes, os olhos e lábios. ( será uma velhice física? )
Além de mostrar envelhecimento o personagem mostra-se fraco quando diz: " Eu não tinha estas mãos sem força,tão paradas e frias e mortas;".
Algo ou alguém tem envelhecido o personagem e o deixado fraco.
No último parágrafo do poema, percebe-se que o personagem não viu o momento em que aconteceu, mas sim quando tudo já havia acontecido, querendo uma resposta, um porquê, uma explicação, então pergunta: " -Em que espelho ficou perdida a minha face? "
Espelho = Algo ou Alguém.
Face = Respostas.
* espero estar caminhando pelo caminho correto. *
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"(...) Provavelmente, é lícito dizer que, em todos os anos do império de Hitler, nenhuma pessoa pôde servir ao Führer com tanta lealdade quanto eu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer. (...)"
Boa noite (postando exatamente às 22:47hrs), o fragmento acima é do livro A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS, história essa contada por ninguém mais, ninguém menos que A MORTE(se é que se possa chamá-la de alguém). Muito boa obra.
Foram 478 páginas de imaginações extraordinárias, é do tipo de história em que seus pensamentos é o diretor de um filme, se é que me entendem. E é por isso que amo tanto ler, porque mergulho no desconhecido e embarco em grandes viagens sem sequer sair do lugar.
Quem sabe um dia todas essas sensasões maravilhoas que a leitura de grandes autores me proporciona possa contecer com alguém lendo um de meus livros ? Quando então me tornar escritora, será disso que precisarei.
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Nome: Paula Daniele Moraes Freitas
