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13/03/2012
Mary and Max!

No último domingo (11.03), depois de ter passado o dia inteiro fazendo o download, à noite (após chegar da prova do Senado Federal x.x), finalmente eu assisti ao filme Mary and Max, eu tinha que fazer isso graças a Tim Burton e Hanry Salick, dois homens que me tornaram uma completa viciada em Stop Motion, e o que me chamou bastante atenção em Mary and Max, é que se trata de um Stop Motion com censura de 14 anos. Comoassim? Tá, sem mais delongas e vamos falar de Mary and Max.

Dirigido por Adam Elliot (que também foi o roteirista), Mary and Max trata-se de um Stop Motion que levou 04 anos para ser concluído, e finalmente em 2009 o filme foi lançado (e eu demorei pouco mais que 02 anos para assisti-lo ò.ó), é um filme australiano recheado de comédia (com humor negro e inteligente) e um drama que faz cair lágrimas dos olhos. Com a presença constante de um narrador observador (Barry Humphries) que ao desencadear a história, vai nos deixando cada vez mais curiosos com a cena seguinte.

A trama gira em torno de Mary, uma garota australiana de 08 anos e Max, um senhor americano de 40 anos (Dã! É óbvio né?), ambos constroem uma amizade diferente através da comunicação por correspondências. Max sempre encontrava as melhores e justificadas respostas para as perguntas mirabolantes de Mary, que torna-se adulta correspondendo-se com Max, e assim como ele, também era solitária, logo, não tinha amigos. Através das cartas trocadas pelas personagens a gente vai conhecendo a vida deles e suas particularidades a fundo, e é inevitável não se encantar até mesmo com as inúmeras diferenças de cada um deles, isso sem contar todas as outras personagens do filme, dando ênfase na bizarra mãe de Mary e a vizinha um tanto peculiar e quase cega de Max (sinto muito, mas esqueci seus nomes =/). Mary and Max não é só mais um filme (mesmo que Stop Motion) engraçado que te faz morrer de rir visando apenas uma ou mais indicações ao Óscar, na verdade, é um filme engraçado, encantador, emocionante e rico em metáforas. Dentre tantas qualidades, é importante ressaltar que, de fato, LIÇÕES PODEM SER APRENDIDAS.

A carta final de Max para Mary encheu meus olhos de lágrimas, pra mim é a parte mais emocionante do filme. Se você ainda não assistiu Mary and Max, eu super recomendo o filme, mas pare de ler esse post aqui. Se você já assistiu, segue abaixo a última e belíssima carta enviada de Max para Mary, e depois... Que tal dividir uma lata de leite condensado com alguém? ;D

Cara Mary,

Segue anexa minha coleção de Noblets como sinal do meu perdão. Quando recebi seu livro, as emoções no meu cérebro pareciam estar numa máquina de lavar, se batendo uma nas outras. A dor foi parecida quando grampeei meus lábios acidentalmente.

A razão pela qual eu a perdoo é porque você não é perfeita. Você é imperfeita e eu também. Todos os humanos são imperfeitos. Até o homem da frente do meu prédio que suja a rua. Quando era jovem, queria ser qualquer pessoa menos eu mesmo. O dr. Bernard Hazelhof disse que se eu estivesse numa ilha deserta, eu teria que me acostumar com a minha própria companhia, só eu e os cocos. Ele disse que eu teria que me aceitar com meus defeitos e tudo, e que nós não escolhemos nossos defeitos, são parte de nós e temos que conviver com eles. Mas nós podemos escolher nossos amigos e eu fico feliz em ter escolhido você. O dr. Bernard Hazelhof também disse que a vida de todos é como uma grande calçada. Algumas são bem pavimentadas e outras, como a minha, tem rachaduras, cascas de banana e guimbas de cigarro. A sua calçada é como a minha, mas, provavelmente, sem tantas rachaduras. Com sorte, um dia nossas calçadas vão se encontrar e vamos dividir uma lata de leite condensado. Você é minha melhor amiga. Você é minha única amiga.

Seu amigo virtual americano,

Max Jerry Horovitz.

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24/11/2011
Cansei e estourei em palavras .

“Não é que eu esteja triste, eu só estou cansada.” – Clarice Lispector.

 

Eu só queria dizer que está tudo bem, mas na verdade eu estou cansada.

Cansei de fingir que não sinto falta e que a minha vida está linda, mas não está.

Cansei de me iludir com metade de um sorriso e falsas promessas.

Cansei de ouvir um “tudo bem” de mentirinha.

Cansei de duras verdades.

Cansei de trabalhar demais e receber de menos.

Cansei do STATUS da vida alheia.

Cansei de ser coadjuvante no delírio dos outros.

Cansei de ler aquele livro ruim.

Cansei de ficar esperando seja lá o que for.

Cansei de ficar fingindo satisfação.

Cansei de dias ruins.

Cansei das mesmas músicas que tocam nos mesmos lugares de sempre, aliás, cansei também dos lugares de sempre.

Cansei desse mundinho medíocre cheio de pessoas mesquinhas e desonestas que não conseguem enxergar além do próprio nariz.

E por fim, cansei de mim!

                Só quero dançar sobre o cansaço e dar uma dose de anestesia para minha alma, pode ser a melhor maneira encontrada, eu acredito que por alguns instantes a vida possa parecer uma verdade boa e mágica. Quem sabe né?!

 

 

 

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22/11/2011
Arte, pra mim!

“Porque aprendi, que a vida apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.” – Caio Fernando Abreu

Eu vou te contar que minha cabeça anda meio confusa em relação a certos assuntos, mas eu descobri várias maneiras de anestesiar a alma, e isso realmente funciona. Acho incrível a minha capacidade de gostar de algo e tentar me envolver completamente, eu me esforço, eu tento, na maioria das vezes eu desisto, mas nunca desisti sem tentar. Disseram-me certa vez que é válido o arrependimento de algo que fizemos do que de algo que nem chegamos a fazer, pois, um “eu tentei” serve perfeitamente de consolo.

                Quando eu tento não pensar nos problemas eu penso em ARTE, e isso tem acontecido com muita frequência, acho incrível o poder da arte sobre a minha vida, a minha vontade, fome e sede de apreciação vai me levar ao Rio de Janeiro para assistir ao Espetáculo VAREKAI do Cirque du Soleil. Quem diria, hein? Talvez esse seja um dos momentos que o lado mágico da minha vida se manifeste, o lado fantasioso, aquele inexplicável que sempre sinto quando estou no palco, pois o palco é o lugar perfeito onde rege o segundo ato da minha vida, aquele que vive em constante busca pela arte.

                E assim eu vou correndo atrás... Dança do ventre, circo, ballet, jazz, ARTE, não são tão inalcançáveis assim, eu sei que não, um dia minhas mãos poderão tocar e segurar firmemente para não se deixar escapar, aliás, somos todos artistas buscando o melhor para cada ato na nossa vida antes que a peça termine sem sucesso, e essa busca pode ser uma aventura muito mágica!

 

               

 

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09/11/2011
Sabor algum .

Eu sinceramente não sei, não sei dar nome ao caos que rege a minha vida, o único fato é que ela está uma bagunça, eu não sei por onde começar a organizá-la, acredito que seja como organizar o próprio quarto, muitos bagulhos hoje sem utilidade precisam ser jogados fora, as fotos que umedeceram no mural da parede precisam ser retiradas, as roupas que não servem mais doadas, a poeira em cima dos livros soprada... e assim tudo vai se modificando, criando um ar de novo.

                Parece tão fácil né? Mass não é, a balbúrdia do meu quarto, meu guarda-roupa e até mesmo do meu desktop são a síntese perfeita do redemoinho que eu tenho a coragem de chamar de vida, está tudo bagunçado, tudo fora do lugar, tudo errado e eu não faço a mínima ideia de como voltar a manter ordem na casa esquecendo o que ficou no passado, que aliás, faz questão de me assombrar.

                O pior de tudo é ter que usar pessoas para substituir outras, isso é impossível, ninguém pode tapar uma lacuna de formato único no mundo, sempre vai ficar uma brecha por menor que ela seja à mostra, lidar com pessoas é a coisa mais difícil  do mundo, ainda mais se a pessoa for EU. Só por uma vez eu queria não poder ter estragado tudo, eu queria de verdade sentir amor próprio, eu queria ser otimista, eu queria ter coragem para ser direta e acertar o ponto exato, fazer escolhas sem hesitar, não assustar as pessoas e afastá-las de mim, acreditar e dizer SIM pra mim mesma, e então, cada coisa ia procurando seu lugar, transformando em organização o que há pouco era bagunça.

                Se viver a minha vida fosse tão fácil quanto escrever esse texto, talvez eu nunca a deixasse ser regida por esse verdadeiro CAOS de sabor algum.

 

 

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13/02/2011
Colocando a mão na massa!

Eu sou uma daquelas pessoas que adora passar o domingo em casa e que busca algo agradável para preencher esse dia no conforto do lar. Eu gosto e não gosto de cozinhar ao mesmo tempo! Não gosto de cozinhar quando tenho que fazer o almoço, ou o jantar ou improvisar algo quando chego da faculdade tarde da noite, e gosto de cozinhar em tardes de domingo como a de hoje, o legal de ficar em casa é que nos dá a impressão de que o FDS passa devagar, quer coisa melhor que isso? Um final de semana em câmera lenta! =D Então, adoro pegar umas receitas na internet e bagunçar toda a cozinha, e hoje decidi que faria coxinha! Na verdade tudo começou certo dia quando eu estava no supermercado com a minha mãe fazendo as compras do mês, eu por adorar carnes empanadas peguei um pacote de farinha de rosca que em seu verso apresentava receita de coxinhas, foi então quando tive a  ideia de fazer coxinhas! Isso foi há uns dois FDS atrás e hoje então decidi fazê-las já que optei por passar meu domingo em casa. Tentei seguir a receita à risca mas acho que isso acabou não acontecendo, comecei a colocar a quantidade dos ingredientes no chute, talvez acabasse sendo mesmo a quantidade que a receita pedia, ou não. Passei uma vida mexendo a massa em fogo alto e nada da danada endurecer, quando pegou aquela textura de brigadeiro de panela eu resolvi desligar o fogo uma vez que quando meus brigadeiros chegam a esse ponto a massa está pronta pra ser enrolada, talvez com a coxinha fosse assim também, mas... NADA! Depois que a massa esfriou não consegui fazer absolutamente nada com a danada, estava mais mole que gelatina, lá fui eu tentar endurecer mais colocando-a por cerca de uns 4 minutos no microondas, a massa começou a queimar e nada de endurecer, mexi com a colher de sopa, passei margarina nas mãos e lá fui eu de novo! A massa já não estava mais tão mole como antes, mas tudo que eu consegui foi abrir um pedacinho na mão, colocar o recheio que aliás, era de presunto e queijo uma vez que fazer frango e desfiá-lo seria algo tão contrário dos meus dotes culinários, e enrolar como se fosse docinho de festa, a coxinha acabara de se tornar uma bola recheada com presunto, queijo e catupiry. Na hora de fritar foi mole mole, estavam tão lindas naquele óleo quente que pra mim a hora de tirá-las do fogo era sempre "vou deixar ficar mais um pouquinho", acabou que quando as tirei estavam com aquela cor bem feia, mas... quem sabe estivessem deliciosas?! Nas malucas tentativas de endurecer a massa, a coitada só diminuía na quantidade no que resultou de sobrar bastante recheio, e então tive a ideia de aproveitá-lo fazendo omelete, eu sempre soube fazer omelete, mas hoje.. ficaram uma merda! Vou deixar que vocês mesmos avaliem meu menu de domingo à tarde!

coxinha

Eis as coxinhas. Se ao menos elas estivessem gostosas o tanto que são feias!

omelete

Isso era pra ser omelete!

cozinha

E a cozinha ficou aquele desastre!

Eu sei que prometi postar A pequena vendedora de fósforos hoje, mas ficará para uma outra oportunidade! E como meu tempo durante a semana anda super escasso e o meu sábado é movimentado, tentarei passar por aqui todo domingo, meu bloguinho de atualizações dominicais! hehehehe, beijos!

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23/01/2011
Colocando ordem na casa!

Dizem que um bom filho à casa torna, e então, eis-me aqui! Tive alguns problemas com o HTML do meu blog mas já resolvi tudo, tentei trocar o lay por conta de umas loucuras que deu aqui, mas consegui recuperar este, que me faz tão feliz e que não tenho vontade de mudar nunca, aliás... nem sou eu que tenho esse blog, acho que é ele que me tem! 

Bom, percebo que tenho dividido muito com vocês alguns contos que adoro, e assim continuarei fazendo de vez em quando, presenteando meus leitores com palavras magníficas que alguém especial resolveu escrever! Até porque estou estudando muito os contos da Carochinha, ganhei um livro do meu pai com um monte deles, queria dividir com vocês 'A pequena vendedora de fósforos' de Hans Christian Andersen, acho ele um divo, mas prometo colocá-lo aqui em meu próximo post!

Eu vejo que tenho dado um duro danado, me esforçando em seletivos de estágio, passando neles, ocupada de manhã, de tarde e de noite, dando assistência ao namorado, a família e aos estudos... mas, sempre aparece alguém mas inteligente e mais experiente pra colocar um ponto de interrogação gigante na minha cabeça, me fazendo ter dúvidas de meu próprio esforço. Eu acredito muito em mim, isso é um dos meus pontos mais positivos e acredito que todo esse meu esforço não está sendo em vão, ele pode pesar bastante mas eu tenho certeza que é uma bagagem na qual eu consiga carregar e dela não sairei vazia, tenho aprendido muitas coisas, só o que me falta é tampar os ouvidos para aquelas pessoas pessimistas que acreditam que meu esforço não venha dar em nada, em quanto eu acredito que ele é super válido, se eu não acreditar em mim primeiro como vou convencer o meu vizinho que eu sou boa naquilo que digo que sou? Que eu estou preparada para o mercado de trabalho? Que eu busquei ser a melhor naquilo que foi me designado? Ah, fala sério né? Não é só porque algumas pessoas se encontram em uma situação mais estável que a minha, que elas vão me fazer desistir de meu esforço e das coisas nas quais eu fielmente acredito. Quando a gente luta de verdade, quando essa luta exige sacrifícios e a gente cede tudo, não tem como não ganhar, basta acreditarmos no nosso potencial, e não adianta alguém que se julga mais experiente porque já passou por tudo isso dizer pra mudarmos de rumo, eles nada sabem sobre nós e... CADA UM COM A SUA SORTE, ou falta dela.

- paro aqui e morro de rir!

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06/09/2010
Você é FELIZ?

A Camisa Do Homem Feliz

 

Um rei tinha um filho único e gostava dele como da luz dos próprios olhos. Mas o príncipe estava sempre descontente. Passava dias inteiros debruçado na sacada a olhar para longe.

- Mas o que lhe falta? - perguntava-lhe o rei.  O que é que você tem? -Está apaixonado? Se quer uma moça qualquer, diga-me e será sua esposa, seja ela a filha do rei mais poderoso da terra ou a mais pobre camponesa.

- Não, papai, não estou apaixonado.

E o rei tentava distraí-lo de todas as formas! Teatros, bailes, música, cantos; mas nada adiantava, e a cada dia desapareciam do rosto do príncipe as nuances do vermelho.

O rei publicou um edital, e de todas as partes do mundo vieram pessoas mais instruídas: filósofos, doutores e professores. Mostrou-lhes o príncipe e pediu conselhos. Eles se retiraram  para pensar e voltaram  à presença do rei.

- Majestade, pensamos, lemos as estrelas; eis o que deve fazer. Procure um homem que seja feliz, mas feliz em tudo, e troque a camisa de seu filho com a dele.

Naquele mesmo dia, o rei mandou os embaixadores mundo afora a fim de procurar o homem mais feliz.

Levaram-lhe um padre.

- O senhor é feliz? perguntou o rei.

-Sim, majestade!

-Muito bem. Ficaria contente em se tornar o meu bispo?

- Quem me dera, Majestade!

- Rua! Fora daqui! Procuro um homem feliz e contente com a sua condição; e não um que deseja estar melhor do que está.

E o rei ficou esperando outro. Havia um rei vizinho, disseram-lhe, que era feliz e contente de fato: tinha esposa bonita, um monte de filhos, vencera todos os inimigos na guerra e seu país estava em paz. Imediatamente, cheio de esperança, o rei mandou que os embaixadores fossem lhe pedir a camisa.

O rei vizinho recebeu os embaixadores e:

- Sim, sim, não me falta nada, porém é pena que quando a gente tem tantas coisas, tenha que morrer e deixar tudo! Com tal pensamento, sofro tanto que não durmo à noite!

E os embaixadores acharam melhor ir embora.

Para desafogar seu desespero,o rei foi caçar. Atirou em uma lebre e pensava havê-la atingido, mas a lebre, mancando, fugiu. O rei a perseguiu e afastou-se do séquito. No meio dos campos, ouviu um homem cantando uma cançoneta. O rei parou: "Quem canta assim, só pode ser feliz!", e seguindo o canto entrou numa vinha,vendo entre as fileiras, um jovem que cantava, podando as videiras.

- Bom dia, Majestade - cumprimentou o jovem. Tão cedo e já pelos campos?

- Bendito seja você! Quer que o leve comigo para a capital? será meu amigo.

- Ai, ai, ai, majestade,não, não mesmo, obrigado. Não trocaria de lugar nem com o papa.

- Mas por que você, um rapaz tão forte...

- Eu lhe digo que não. Estou contente assim e basta.

"Finalmente um homem feliz!" pensou o rei.

- Escute, jovem, deve me fazer um favor.

- Se puder, de todo o coração, Majestade.

- Espere um momento. e o rei, que não cabia mais em si de alegria, correu em busca de seu séquito: - Venham! Venham! Meu filho está salvo. E os conduz até o jovem. - Bendito jovem, diz,dar-lhe-ei tudo o que quiser! mas me dê, me dê...

- O que, Majestade?

- Meu filho está à beira da morte! Só você poderá salvá-lo. Venha aqui, espere!

E o segura, começa a desabotoar-lhe o casaco. De repente, estaca. Tombam-lhe os braços.

O homem feliz não tinha camisa.

 

Ítalo Calvino.

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16/06/2010
Será um desabafo? Uma indireta direta!

Qual é a dessa história de patriotismo de chuteiras?

Eu realmente tinha um post preparado sobre o famoso “Patriotismo de Chuteira” como já havia falado o Nelson Rodrigues. Mas aconteceu que perdi a graça por este tema por ter sido roubado de mim a primeira postagem sobre ele, o que foi até muito bom porque através do meu conhecimento de mundo eu mudei meu conceito em relação a esse assunto.

Eu sempre costumo condenar o exagero, mas hoje penso um pouco diferente, na verdade tenho o meu modo próprio de pensar e não é só quando se trata de ‘Copa do Mundo’ no Brasil. As pessoas penduram bandeirinhas com as cores que representam o país nas ruas, ornamentam  suas casas, bares e lojas, pintam as unhas, colocam bandeirinhas no carro e se vestem a caráter... tudo é verde e amarelo na Copa do Mundo, todo mundo tem orgulho de ser brasileiro e, principalmente, todo mundo está sorrindo, feliz e festejando. De fato somos sim uma ‘Pátria de Chuteiras’ mesmo quando não queremos ser.

 

Quando mais este país corrupto nos dá tanto orgulho de ser brasileiro? Nas eleições? Nos tiroteios entre policiais e traficantes? Ah sim, talvez nos escândalos mais toscos como colocar o dólar na cueca!

Ah, faça-me um favor né?! Embora muitas coisas positivas aconteçam de vez em quando “NÓS” ainda precisamos mudar muito para transformarmos essa nação em um verdadeiro motivo de orgulho!

Agora, enquanto isso não acontece vamos continuar sendo falsos patriotas pois esses múltiplos de sentimentos que só temos na ‘Copa do Mundo’ como felicidade, emoção e até mesmo repulsa quando o técnico da seleção não convoca o seu ou o nosso craque favorito, NÃO TEM PREÇO! Nem o possível título do Brasil compra esses sentimentos ou... talvez sim, mas quem se importa? Nunca deixaremos de ser brasileiros por isso(quer maior amor a pátria?).

Que bom que somos conhecidos como “O País do Futebol”, já viram as referências de países como a Angola ou a Etiópia? Que bom mesmo que somos “O País do Futebol” e, no País do Futebol todo exagero (embora eu tenha ódio de exageros) na Copa do Mundo é pouco!

E pra quem adora ficar na torcida do contra enxergando somente o seu conceito sem ter o mínimo conhecimento de mundo sequer e não percebe os verdadeiros fatos, a solução é bem simples: SE MUDE DE PAÍS!

 

P.S1: Aqui no Brasil nunca abordamos questões patriotas, isso não faz parte da nossa cultura que resume-se praticamente em futebol e mulher gostosa pegando sol em Copacabana.

 

P.S2: Nos jogos do Corinthians eu visto a camisa do timão e ninguém diz que sou falsa torcedora. Qual a diferença (sem ser na camisa) de vestir uma do Brasil e torcer bastante no mundial?

 

P.S3: Se você e seus vizinhos ornamentaram as ruas com bandeirinhas não esqueçam de tirar independente do Hexa ou não, aliás, não existe amor maior pela pátria que tentar mantê-la limpa. O meio ambiente-brasileiro-patriota-com ou sem chuteiras, AGRADECE!

 

Atenciosamente,

Paula Daniele Moraes Freitas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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25/03/2010
A moça Tecelã!

Meu primeiro post de 2010, fiquei bastante tempo sem blogar, porém, caríssimos leitores, vocês sabem que eu nunca sumo de verdade, acabo ficando longe por uns tempos, o que me fez voltar a ativa(na verdade algo sempre faz) é a nova metodologia da professora de Filosofia da Linguagem na faculdade que está utilizando blogs para nos entreter na leitura dos textos de estudo da língua e produzirmos textos, eu achei super interessante :) Para quem quiser visitar o blog em que a nossa digníssima professora está trabalhando com a nossa turma é só clicar em Filosofando a Linguagem :)

 

A moça Tecelã

Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos  do algodão  mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta.  Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Marina Colasanti


 

Eu nunca canso de homenagear a Marina aqui no blog, minha admiração por ela é imensa desde o dia em que eu a conheci e detalhe, pessoalmente. E mais uma vez, um de seus contos maravilhosos é uma referência pra mim, neste momento é este que coloquei de presente para vocês que acabaram de lê-lo nesse exato momento.

Existem algumas coisas na minha vida que eu poderia ter evitado para hoje ter a liberdade de ser feliz completamente, alguns cacos do passado acabam me impedido de agir da forma adequada na qual eu sem dúvidas me sentiria bem, hoje em minha frente existe uma barreira que me impede de realizar alguns dos meus próprios desejos por conta de feridas antigas, e é isso que rouba de mim toda a liberdade de uma felicidade completa e constante, o que é uma pena e o que me faz desejar tanto um tear.

Quantas coisas eu poderia ter resolvido se eu simplesmente lançasse meu tear ao contrário e fosse destecendo os fios que deram errados na minha vida podendo me dar infinitas chances de consertar os meus erros.

Existem alguns episódios da minha vida que nem precisam de concertos, são os fios tristes do meu tear, esses eu simplesmente desfaria sem pensar em chances de consertar, tem coisas que não precisam de conserto, na verdade, elas não deveriam nunca existir.

Que sorte teve a Moça Tecelã em ter a oportunidade de lançar seu tear ao contrário e receber sua verdadeira felicidade de volta, como o meu tear veio com defeito e eu não consigo destecer os fios tristes que porventura um dia foi tecido com um sorriso no rosto, me resta encontrar a lã perfeita para que eu possa tecer uma nova costura com perfeição por sobre estes fios tristes e, poder reencontrar aquele sorriso sincero de outrora.

 

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31/12/2009
Último post de 2009!

Eu tinha arquitetado uma carta ao papai Noel para postar no Natal, acabou que não tive tempo para postar "/ mas postarei amanhã, ano que que vem!

Bom, estou aqui toda arrumada prestes a ir para a festa de reveillon na casa de praia com meu namorado, mas logicamente  que eu teria que passar aqui para o último post do ano, neste ano que foi tão maravilhoso!


Bom, neste ano de 2009 desejo muitas alegriias para todos!!!

 

FELIZ 2010!!!

 

E para encerar com chave de ouro vai um conto de Natal como como de tradição Paulo Coelho sempre me envia por e-mail no período natalino ;D

 

Uma história para o dia de Natal

Conta uma antiga e conhecida lenda, que há cinco mil anos três cedros nasceram nas lindas

florestas do Líbano. Como todos nós sabemos, os cedros levam muito tempo para crescer, e estas árvores

passaram séculos inteiros pensando sobre a vida, a morte, a natureza, os homens.

Presenciaram a chegada de uma expedição de Israel, enviada por Salomão, e mais tarde viram a

terra coberta de sangue durante as batalhas com os assírios. Conheceram Jezabel e o profeta Elias,

inimigos mortais.

Assistiram a invenção do alfabeto, e deslumbraram-se com as caravanas que passavam, cheias de

tecidos coloridos.

Um belo dia resolveram conversar sobre o futuro.

- Depois de tudo o que tenho visto - disse a primeira árvore - quero ser transformada no trono do

rei mais poderoso da terra.

- Eu gostaria de ser parte de algo que transformasse para sempre o Mal em Bem - comentou a

segunda.

- Por meu lado, queria que toda vez que olhassem para mim pensassem em Deus - foi a resposta

da terceira.

Mais algum tempo se passou, e lenhadores apareceram. Os cedros foram derrubados, e um navio

os carregou para longe.

Cada uma daquelas árvores tinha um desejo, mas a realidade nunca pergunta o que fazer com os

sonhos; a primeira serviu para construir um abrigo de animais, e as sobras foram usadas para apoiar o

feno. A segunda árvore virou uma mesa muito simples, que logo foi vendida para um comerciante de

móveis. Como a madeira da terceira árvore não encontrou compradores, foi cortada e colocada no

armazém de uma cidade grande.

Infelizes, elas se lamentavam: “ Nossa madeira era boa, e ninguém encontrou algo de belo para

usá-la”.

Algum tempo se passou e, numa noite cheia de estrelas, um casal que não conseguia encontrar

refúgio resolveu passar a noite no estábulo que tinha sido construído com a madeira da primeira árvore. A

mulher gritava, com dores do parto, e terminou dando a luz ali mesmo, colocando seu filho entre o feno e

a madeira que o apoiava.

Naquele momento, a primeira árvore entendeu que seu sonho tinha sido cumprido: ali estava o

maior de todos os reis da Terra.

Anos depois, numa casa modesta, vários homens sentaram-se em torno da mesa que tinha sido

feita com a madeira da segunda árvore. Um deles, antes que todos começassem a comer, disse algumas

palavras sobre o pão e o vinho que tinham diante de si.E a segunda árvore entendeu que, naquele

momento, ela sustentava não apenas um cálice e um pedaço de pão, mas a aliança entre o homem e a

Divindade.

No dia seguinte, retiraram dois pedaços do terceiro cedro, e o colocaram em forma de cruz.

Deixaram-no jogado em um canto, e horas depois trouxeram um homem barbaramente ferido, que

cravaram em seu lenho. Horrorizado, o cedro lamentou a herança bárbara que a vida lhe deixara.

Antes que três dias decorressem, porém, a terceira árvore entendeu seu destino: o homem que ali

estivera pregado era agora a Luz que tudo iluminava. A cruz feita com sua madeira tinha deixado de ser

um símbolo de tortura, para transformar-se em sinal de vitória.

Como sempre acontece com os sonhos, os três cedros do Líbano tinham cumprido o destino que

desejavam - mas não da maneira que imaginavam.

( Paulo Coelho )

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18/11/2009
A bailarina (;

Eu estou me sentindo ótima por voltar a viver como ah muito tempo eu não vivia, por resolver mais uma vez tirar todas as ferrugens do meu corpo e voltar a praticar minha tão amada dança. Quando eu tinha cerca de uns 7,8,9 anos assim como toda criança menina eu fazia balé, pulava, saltitava em uma alegria só, logo por motivos de força maior eu tive que parar de dançar pois a professora havia ficado seriamente doente, o que sobrara de dança para mim eram as apresentações na escola que eu não deixava passar despercebido nem sequer o São João. Durante os dois anos que estudei em uma escola de freiras na 3ª e 4ª série tive outro encontro mais intenso com a dança, as coreografias do dia das mães, no qual nós criancinhas dançávamos em homenagem à Maria(mão de Jesus) e também à nossas mães que ficavam muito emocionadas na platéia. quando saí da escola eu realmente percebi que sentiria falta de me deleitar em passos de dança, foi quando entrei pra escola nova e o que me restava eram as brincadeiras de São João nas quais eu me alegrava em roupas coloridas e saltos animados. Depois de dois anos entrei para uma outra escola(que mesmo longe da dança foi a mais perfeita de todas), longe do São João e das comemorações do dia das mães, até porque eu não era mais uma criança, na época eu havia me reencontrado com dança na igreja onde eu não dançava mais para Maria e sim para Jesus, e fui muito feliz nessa época, sem dúvidas, porém, como todo ser humano é muito fraco ao menos eu fui uma pessoa fraca e reconheço, acabei me desvirtuando e seguindo caminhos distantes das coisas que eu realmente amava, quando fiquei na fase de mente vazia como disse no post anterior, isso fez com que eu não sentisse mais o prazer de voltar a dançar, de me envolver em uma música, de andar saltitando. Aos poucos fui me livrando e hoje posso sentir o mesmo bem-estar que não sentia antes pois, VOLTEI A DANÇAR. Estou fazendo bellydance(dança do ventre) o que tem sido magnífico, já tive a honra de participar do meu primeiro espetáculo e quando eu voltar da minha viagem ao Rio de Janeiro vou voltar a fazer balé, pois eu sou muito feliz pois abriu uma academia de dança muito próximo da minha casa, logo pensei: - Porque não?!


Fazer muitas coisas que a gente gosta é DIVINO e dentre todas essas coisas eu faço LETRAS *_* Eu conheço a fundo durante meus estudos ótimos autores e péssimos também, eu particularmente não sou fã de poesia, não gosto mesmo de poesia, porém, pra tudo existe exceção e Cecília Meireles e a exceção de todas as minhas regras, porque essa mulher pode muito e tem muita moral comigo! As dela são as únicas poesias nas quais eu leio, desfruto e me deleito!

A bailarina

Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.


Não conhece nem dó nem ré

mas sabe ficar na ponta do pé.


Não conhece nem mi nem fá

mas inclina o corpo pra cá e pra lá.


Não conhece nem lá nem si

mas fecha os olhos e sorri.


Roda, roda, roda com os bracinhos no ar

e não fica tonta nem sai do lugar.


Põe no cabelo uma estrela e um véu

e diz que caiu do céu.


Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.


Mas depois esquece todas as danças,

e também quer dormir como as outras crianças.

[Cecília Benevides de Carvalho Meireles (RJ 1901 – RJ 1964) poeta brasileira, professora e jornalista brasileira].

 

~Beijos e queijos ;*

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11/11/2009
Mente vazia

Eu sempre venho aqui com um post em pauta mas acabo mudando o rumo de tudo, hoje eu queria falar sobre o Espetáculo de Belly Dance 'A Noite das Mil e Uma Flores' no qual eu participei, mas no decorrer desta postagem vocês verão que mudei completamente o rumo dessa prosa. hehehehe ;D

Nas últimas semanas eu costumei ouvir muito em diferentes situações o ditado que diz: Mente vazia é oficina do Diabo.

Eu nunca tinha parado pra pensar muito bem sobre isso até eu me enxergar no auge dos meus 14/15 anos, onde eu vivia alienada em comportamentos estranho e uma rebeldia sem causa, na época era difícil se pensar em um motivo convincente porque na verdade não existia motivo algum, era tudo uma forma de tentar atrair a atenção das pessoas, mudar de comportamento e começar a fazer e falar coisas estranhas era uma forma de alimentar o meu ego(eu acho), é incrível como um adolescente consegue passar por mil transformações até se tornar de fato um adulto, tantas modificações que a gente acaba se perdendo no tempo, se envergonhando do passado, ou não sentindo mudança alguma.

No meu caso, eu acredito que cresci muito, tenho uma mente completamente diferente e me envolvo de fato em coisas que realmente vale a pena, eu leio 3 livros ao mesmo tempo, eu invento estórias com finais que acabam me surpreendendo, eu faço cosplay *_* Eu sou bailarina de Belly Dance, eu sou letróloga, eu tenho grandes sonhos, quero casar.... Será que daqui há 10 anos eu ainda estarei pensando nessas coisas? 

De uma coisa eu tenha plena certeza, eu amo cada coisa que eu faço mesmo que isso seja muito cansativo, mesmo que minha preguiça seja grande, mesmo que o meu tempo não seja suficiente, e então eu percebo que a única coisa que eu não consigo nos últimos anos é ficar com a mente vazia como no auge da minha crise de adolescente aos 14/15 anos, eu conseguia ter uma briga de ego comigo mesma, uma dualidade sem fim! De qualquer forma eu já me encontrei mesmo e em relação a isso só posso sorrir ou me lamentar do passado.

Criar, fazer, praticar coisas saudáveis e que nos faça progredir é essencial, fato. A gente sabe muito bem aquilo que nos faz bem e o que nos faz mal, a gente só não tem coragem de assumir. E eu decidi que quero estudar a mim mesma, e olha que eu não sou psicóloga, estudo LETRAS! 


Eis uma prova, um poema que eu postei em um fotolog no dia 30/05/2005:

Mente Negra

Dias seguidos de solidão

Faz-me delirar

Por esse céu da noite hoje estrelado

Que amanhã se apagará

Tornando-se um vácuo negro

Que sucumbe nossas cabeças

Deixando-nos loucos

Os elementos da mãe noite

Que aos poucos nos deixa

transformando-se em escuridão

Que me corrompe ao lado negro

Fazendo de mim um fantoche

Que precisa ser manipulado

Por uma mente sombria

Que dispertou-me dor, angústia e sofrimento

O fogo queima minha alma

Transformando-me em um ser vácuo

Apenas sendo manipulada

Mãos negras sobre minha cabeça

Essa porta está aberta

Eis a entrada ao paraíso

O paraíso desta noite em chamas negras

Chamas da morte que rondam por aqui

Absorvendo nossos inocentes espíritos

Transformando anjos em demônios

Então percebo que estou louca

Eu paro de delirar

E curto os segundos de solidão eterna

Trazidos por essa mente negra!!!

 

( Que monte de ***** ).


Crianças, nunca esqueçam que:


MENTE VAZIA É OFICINA DO DIABO.

 

Obs: Eu somente falo de mim nesse post, você adolescente não pense que eu estou generalizando.


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26/10/2009
Som&Fúria

Habitar os sonetos de Shakespeare.

Outro dia, andando pelo centro da cidade, eu resolvi me dar um presente: sonetos de Shakespeare.

Parece uma atitude boa dar-se tais presentes, se eu não tivesse de ter gasto meus últimos tostões, meus últimos tostões, meus últimos, aqueles destinados ao aluguel da casa em troca dos sonetos de Shakespeare.

Eu parei em frente a uma livraria e, como um cachorro que só sabe do tempo que anda com o olhar no frango que gira, como o cachorro que sabe da gravidade pela baba que desce da boca, fiquei horas seguidas ali babando sobre a vidraça, que não permitia que minhas mãos tocassem os sonetos de Shakespeare.

O comerciante de livros aproximou-se com um sorriso fosco, perguntei quanto custaria para que os sonetos fossem meus. Ele então sorriu, menos fosco e mais vil, e disse-me: ‘custa tanto’. O tanto que ele disse era pouco, nem sabia, até porque ele vendia Shakespeare, pense, junto com culinária e magia. Mas as minhas mãos queriam tocar os sonetos de Shakespeare

Cavei o bolso e, cédula a cédula, moeda a moeda, deu justo pra pagar e voltar pra casa, nada mais.

Esta noite eu sou um homem sem garantia de que amanhã eu terei casa porque eu não paguei o aluguel. Quanto à minha alma, ela sobrevive a essa ameaça, tomada pela mais sublime graça em habitar os sonetos de Shakespeare.

( da série Som&Fúria )

O que vocês acabaram de ler foi simplesmente a Globo fazendo jus ao seu slogan "Cultura a gente vê por aqui". Não me canso de dizer que Som&Fúria foi o melhor que uma televisão brasileira um dia conseguiu transmitir, lógico que na minha opinião e olha que eu A-D-O-R-O criticar, meto a lenha mesmo se a coisa for de fato ruim. E eu nem sou do tipo de criar discórdias por opção, fato. hauahUHAUAHAUhauaha, tem um pouco de sarcasmo nisso.

Um beijo pessoas e nunca se esqueçam de habitar os sonetos de Shakespeare. Fica a dica. ;*

 

P.S: A imagem do post é a pintura ROSE de Waterhouse.

*Um novo ar que eu respiro, fato.*

 

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16/10/2009
As cores de São Paulo.

 

Eu queria falar neste post sobre a poesia musicada “habitar os sonetos de Shakespeare” cantada por um personagem enigmático e curioso no último episódio da série Som&Fúria que aliás, recomendo para todos, confesso que a Globo tem me surpreendido nos últimos dois anos em relações as séries,e olha que eu consigo ser bem crítica e a opinião da maioria não é a minha, como um grande amigo meu vive dizendo: - Paula, você é a exceção da regra.

Isso tudo porque eu odeio Crepúsculo e afins, Harry Potter (esse eu até respeito) e Evanescense.

A verdade é, eu vomito tudo aquilo que perde a verdadeira originalidade sendo corrompido por uma febre de fanáticos alienados, mas sobre isso podemos discutir em um outro post qualquer, hoje eu quero falar sobre a série Aline e o pequeno monólogo da personagem no início do segundo episódio sobre: As cores de São Paulo.  

 

"Qual é a cor de São Paulo?

São Paulo é tudo, menos cinza. É vermelha quando o trânsito pára, verde quando no meio da correria dar tempo de respirar, amarela pra namorar no pôr-do-sol, azul neon pra matar a fome no meio da noite.

Tem todas as cores do mundo quando a gente precisa, um álbum enorme de fotografias malucas, bonitas, melancólicas, mal acabas e muitas vezes tiradas com pressa justamente pro mistério da cidade continuar.

            Mas eu gosto mesmo é de São Paulo preto e branco, chique, desafiadora, um clássico... Assim como eu".

 

(Aline).

 

No final deste ano eu tinha programado com umas amigas uma viagem pra São Paulo alucinante com direito amanhecer pelas baladas e tudo mais, fazer tudo o que não tenho a oportunidade de fazer por aqui e conhecer todos os lugares (como o bairro da Liberdade) que desejo muito visitar. Depois de tudo isso eu estaria livre para me estressar quando São Paulo resolvesse ficar vermelha, sentir um alívio e respirar bem fundo quando de repente ela ficasse verde, servir de castiçal e segurar muitas velas quando ela estivesse amarela já que o meu namorado estaria longe de mim e, cometeria o pecado da gula quando ela estivesse azul neon me empanturrando de guloseimas.

            Infelizmente a oportunidade da viagem ficará para o próximo ano, neste estarei no Rio de Janeiro, ao invés da Cidade das Cores a Cidade Maravilhosa.

Ano que vem desejo apenas ser um pequeno pincel na gigante aquarela de cores que é SP, e quando tiver feita minha passagem por lá quero confirmar quando a inusitada personagem Aline diz:

 

"O que eu mais gosto em São Paulo é que nada aqui é óbvio.
O cara de terno é surfista profissional. O mendigo é PHD. O taxista é poeta. O feirante é tenor, e o vizinho maluco é gente boa.
Se bem que aqui as coisas parecem em ordem justamente porque a cidade está toda misturada, mexida, reinventada o tempo todo.
Quase não tem espaço, mas a gente sempre encontra um jeitinho pra amar pra ser feliz".

 

(Aline).

 

Então fica a dica: Aline todas às quintas depois de A grande família.

 

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02/10/2009
meu aniversário.

Meus 20 anos.
 
Hoje, 02/10 estou completando meus 20 anos ;D
Fiquei um bom tempo sem postar aqui no blog, ma escolhi um ótimo dia para voltar, o dia do meu aniversário, e eu sou uma pessoa muito liagada ao dia do meu aniversário, independente de qualquer coisa eu me sinto muito feliz, tudo é diferente, tudo consegue ser melhor no dia do aniversário, e apesar de toda essa correria eu paro bem aqui e fico feliz, porque hoje é simplesmente o meu dia e eu adoro deixar isso claro, é meu dia favorito, dia de minha maior alegria e de receber maior atenção e carinho, portanto, eu amo o dia 02/10.


Estou muito, mas muito feliz !


Eu fiquei tanto tempo sem postar e voltei em um dia que adoro ;D Estou em um meme no blog da Juju e ainda vou respondê-lo, é que não tive tempo de escrever a historinha ;D


Beijo pessoas, hj o post foi bem rápido, MEU DIA, que feliz !




 

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Perfil
Paulinha

Paulinha Chan Chan Nome: Paula Daniele Moraes Freitas
Apelido: Paulinha-chan
Idade: 21 anos
Cidade/Estado: São Luís-Ma.
Hobby: Ler livros e escrever também.
Eu adoro: Ler e Viajar!
Eu odeio: Pseudointelectuais daquele tipo de adorar bancar de NERD na internet, ou seja, pessoas como cebola e alho!
Eum dia serei...: Uma Dra. em Literatura !
Uma frase: Você é digno da vida que lhe foi dada!

Humor
felling happy? :D

Pauliinha-chan
Feliiz e bobinha mesmo em dias de chuva!

Cutes *_*
amoo :3


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A primeira plaquinha!
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